Nesse tópico será cobrado o particionamento de disco, os principais diretórios do sistema, conhecimento básico de LVM, entender os pontos de montagens, swap e projetar o sistema para uso.
Peso 2
No linux, o principal ponto de montagem é chamado de raiz, ou / . É necessário o diretório ter seu dispositivo vinculado e só após isso, a partição é identificada.
As principais partições linux são identificadas da seguinte forma:
0x83 - representa partição Linux, ou o número hexadecimal 83
0x82 - identifica partição swap, ou o número hexadecimal 82
Quando estamos instalando um sistema GNU/Linux em linha de comando, é preciso que passemos a informação manualmente para o programa particionador.
Para obter todos os códigos existentes de identificação de partição, execute o comando:
fdisk /dev/sda (partindo da premissa de que seu HD é um disco Sata).
Diretórios
Os principais diretórios no Linux são:
/ - diretório onde ficam todos os arquivos necessários para a inicialização do sistema;
/home - onde ficam os arquivos dos usuários;
/var - local onde ficam os arquivos de logs, históricos, fila de impressão;
/usr - diretórios de programas instalados, configuração de usuários, código-fonte e documentação;
/tmp - arquivos temporários utilizados pelos programas;
/boot - onde ficam os arquivos responsáveis pela inicialização do sistema. Contém o kernel e os arquivos de bootloader (grub e LILO)
OBS: O sistema pode ser instalado apenas em uma partição principal. Porém o recomendável é que se crie pelo menos 2 partições: a / e a swap.
Existem algumas partições que NÃO podem ser separadas da partição principal, ou seja, é preciso que elas estejam dentro do diretório raiz para que elas montem os demais diretórios.
São elas:
/dev, /etc , /proc, /sys, /bin, /sbin
O arquivo fstab - /etc/fstab
O arquivo fstab passa instruções para os dispositivos que serão montados pelo sistema como montagem de dispositivos, onde montar, permissões, checagem, backup e etc.
Exemplo do modelo de um arquivo fstab
# / was on /dev/sda2 during installation
UUID=318aae49-ec72-4e58-996f-5b1e1adf5f23 / ext4 errors=remount-ro 0 1
Informações:
UUID - identificação da partição
/ - ponto de montagem
ext4 - tipo de sistema de arquivos
errors - opção de montagem - : remount-ro monta a partição como somente leitura
dump - utilitário de backup: 1 está ativo, 0 não está ativo
LVM - Logical Volume Manager
É um recurso que foi incluído no kernel 2.4 e permite uma nova redefinição sobre os dispositivos e partições. Como esse recurso se trata de volumes lógicos, podemos agora definir 2,3 ou mais HD's como uma só partição, redefinir tamanhos com o sistema em uso, ou seja, uma maior flexibilidade das partições.
Para isso, temos que compreender alguns conceitos básicos sobre o LVM, como PV, VG, LV, PE, LE.
PV - Physical Volume - são os volumes físicos, os HD's, que são alocados para o LVM. Para isso, é necessário durante a configuração da partição, seja definida com o código hexadecimal 8e, "Linux LVM".
VG - Volume Group - são conjuntos de dispositivos (PV) ou Volumes Lógicos em uma unidade administrativa.
LV - Logical Volume - Equivale a uma partição de um disco tradicional e deve ser formatada com um sistema de arquivos.
PE - Physical Extent - são "pedaços" que são divididos em várias partes de tamanho iguais quando é inserido um PV dentro de um VG. Esses "pedaços" podem ser alocados de vários dispositivos diferentes em LE (Logical Extent).
LE - Logical Extent - Semelhante ao PE onde é dividido em "pedaços" e seu tamanho é o mesmo para todos os volumes lógicos.
VGDA - Volume Group Descriptor Area - tabela de alocação do VG. Contém todos os dados do Volume Group.
Comandos principais
Vamos criar uma LVM. Aconselho uso do Virtual Box. Com o sistema instalado, dê o comando
fdisk -l para listar as partições e em seguida fdisk /dev/sda, supondo que você queira instalar o LVM nessa partição.
Escolha a opção n. Em seguida, defina se ela vai ser primária ou estendida, escolha o tamanho da partição e depois de criada, tecle a letra t para mudar o tipo da partição e digite o código 8e.
Aperte w para gravar e sair do particionador.
Antes de criar os volumes, é necessário rodar o comando vgscan. Esse comando verifica os discos em busca de volumes lógicos e serve para reconstruir o cache.
pvcreate - cria o PV. Sintaxe: pvcreate /dev/sda2
vgcreate - cria o Volume Group. Sintaxe: vgcreate nome_volume /dev/sda2
vgchange - ativa os volumes criados. Exemplo: vgchange -a y nome_volume
vgdisplay - exibe informações do volume criado, como tamanho total do volume, espaço disponível. Sintaxe: vgdisplay nome_volume
lvcreate - inclui novos volumes lógicos a um Volume Group existente. Sintaxe:
lvcreate opções tamanho nome_volume , onde as opções:
-l - indica o tamanho em número extent
-L - indica o tamanho em MB, GB.
Exemplo de uso: lvcreate -L 1G volume-home
Após os volumes criados, serão encontrados no diretório /dev/nome_volume. Se nenhum nome for atribuído ao volume, o sistema irá renomear-los para lvol0, lvol1, etc.
Depois de criados os Volumes Lógicos, basta formata-los com os comandos mkfs.

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