LPIC 1 - 102.1 -DIMENSIONAR PARTIÇÕES DE DISCO

Nesse tópico será cobrado o particionamento de disco, os principais diretórios do sistema, conhecimento básico de LVM, entender os pontos de montagens, swap e projetar o sistema para uso.


Peso 2

No linux, o principal ponto de montagem é chamado de raiz, ou / . É necessário o diretório ter seu dispositivo vinculado e só após isso, a partição é identificada.
As principais partições linux são identificadas da seguinte forma:
0x83 - representa partição Linux, ou o número hexadecimal 83
0x82 - identifica partição swap, ou o número hexadecimal 82

A partição swap é uma partição que auxilia a memória em caso de sobrecarregamento da mesma, ou seja, quando não há mais memória suficiente. O sistema usa uma parte do disco e a deixa reservada para ser usada como memória.
Quando estamos instalando um sistema GNU/Linux em linha de comando, é preciso que passemos a informação manualmente para o programa particionador.

Para obter todos os códigos existentes de identificação de partição, execute o comando:
fdisk /dev/sda (partindo da premissa de que seu HD é um disco Sata).
Em seguida, tecle a letra l para listar os tipos de partições e seus respectivos códigos.



Diretórios

Os principais diretórios no Linux são:
/ - diretório onde ficam todos os arquivos necessários para a inicialização do sistema;
/home - onde ficam os arquivos dos usuários;
/var - local onde ficam os arquivos de logs, históricos, fila de impressão;
/usr - diretórios de programas instalados, configuração de usuários, código-fonte e documentação;
/tmp - arquivos temporários utilizados pelos programas;
/boot - onde ficam os arquivos responsáveis pela inicialização do sistema. Contém o kernel e os arquivos de bootloader (grub e LILO)

OBS: O sistema pode ser instalado apenas em uma partição principal. Porém o recomendável é que se crie pelo menos 2 partições: a / e a swap.
Existem algumas partições que NÃO podem ser separadas da partição principal, ou seja, é preciso que elas estejam dentro do diretório raiz para que elas montem os demais diretórios.
São elas:
/dev, /etc , /proc, /sys, /bin, /sbin

O arquivo fstab - /etc/fstab

O arquivo fstab passa instruções  para os dispositivos que serão montados pelo sistema como montagem de dispositivos, onde montar, permissões, checagem, backup e etc.

Exemplo do modelo de um arquivo fstab

# / was on /dev/sda2 during installation
UUID=318aae49-ec72-4e58-996f-5b1e1adf5f23             /                 ext4                 errors=remount-ro             0                     1

Informações:
UUID - identificação da partição
/ - ponto de montagem
ext4 - tipo de sistema de arquivos
errors - opção de montagem -  : remount-ro monta a partição como somente leitura
dump - utilitário de backup: 1 está ativo, 0 não está ativo

LVM - Logical Volume Manager

É um recurso que foi incluído no kernel 2.4 e permite uma nova redefinição sobre os dispositivos e partições. Como esse recurso se trata de volumes lógicos, podemos agora definir 2,3 ou mais HD's como uma só partição, redefinir tamanhos com o sistema em uso, ou seja, uma maior flexibilidade das partições. 

Para isso, temos que compreender alguns conceitos básicos sobre o LVM, como PV, VG, LV, PE, LE.

PV - Physical Volume - são os volumes físicos, os HD's, que são alocados para o LVM. Para isso, é necessário durante a configuração da partição, seja definida com o código hexadecimal 8e, "Linux LVM".
VG - Volume Group - são conjuntos de dispositivos (PV) ou Volumes Lógicos em uma unidade administrativa.
LV - Logical Volume - Equivale a uma partição de um disco tradicional e deve ser formatada com um sistema de arquivos.
PE - Physical Extent - são "pedaços" que são divididos em várias partes de tamanho iguais quando é inserido um PV dentro de um VG. Esses "pedaços" podem ser alocados de vários dispositivos diferentes em LE (Logical Extent).
LE - Logical Extent - Semelhante ao PE onde é dividido em "pedaços" e seu tamanho é o mesmo para todos os volumes lógicos.
VGDA - Volume Group Descriptor Area - tabela de alocação do VG. Contém todos os dados do Volume Group.

Comandos principais

Vamos criar uma LVM. Aconselho uso do Virtual Box. Com o sistema instalado, dê o comando
fdisk -l para listar as partições e em seguida fdisk /dev/sda, supondo que você queira instalar o LVM nessa partição.
Escolha a opção n. Em seguida, defina se ela vai ser primária ou estendida, escolha o tamanho da partição e depois de criada, tecle a letra t para mudar o tipo da partição e digite o código 8e.
Aperte w para gravar e sair do particionador.

Antes de criar os volumes, é necessário rodar o comando vgscan. Esse comando verifica os discos em busca de volumes lógicos e serve para reconstruir o cache.
pvcreate - cria o PV. Sintaxe: pvcreate /dev/sda2
vgcreate - cria o Volume Group. Sintaxe: vgcreate nome_volume /dev/sda2
vgchange - ativa os volumes criados. Exemplo: vgchange -a y nome_volume
vgdisplay - exibe informações do volume criado, como tamanho total do volume, espaço disponível. Sintaxe: vgdisplay nome_volume
lvcreate - inclui novos volumes lógicos a um Volume Group existente. Sintaxe: 
lvcreate opções tamanho nome_volume , onde as opções:
-l - indica o tamanho em número extent
-L - indica o tamanho em MB, GB.
Exemplo de uso: lvcreate -L 1G volume-home

Esses comandos acima podem ser utilizados dentro de um utilitário chamado lvm. Após esse comando, você estará usando um prompt onde terão todos os comandos disponiveis. Digite help para ver uma lista completa.

Após os volumes criados, serão encontrados no diretório /dev/nome_volume. Se nenhum nome for atribuído ao volume, o sistema irá renomear-los para lvol0, lvol1, etc.
Depois de criados os Volumes Lógicos, basta formata-los com os comandos mkfs.



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